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7 min de leitura
Viajar pela Europa durante a alta temporada pode ser uma experiência incrível, mas também exige mais atenção ao orçamento. Com cidades cheias, atrações concorridas e maior procura por restaurantes, hotéis e passeios, alguns gastos podem aumentar bastante.
Isso não significa que seja preciso cortar experiências para viajar gastando menos. Na maioria das vezes, a economia está em fazer escolhas melhores: saber onde comer, entender quais atrações realmente valem o investimento, aproveitar alternativas gratuitas e organizar os gastos antes de embarcar.
Se você está planejando uma viagem para a Europa no verão, veja como reduzir os custos com alimentação e passeios sem transformar a viagem em uma sequência de restrições.
A alta temporada europeia costuma coincidir com os meses de maior procura turística, especialmente durante o verão. Destinos bastante procurados podem ficar mais movimentados e apresentar preços mais altos em diferentes serviços.
Alimentação e passeios entram nessa conta.
Restaurantes localizados em áreas turísticas, atrações muito famosas e experiências bastante disputadas podem representar uma parcela significativa do orçamento.
Por isso, uma boa estratégia é não pensar apenas em “viajar barato”, mas em gastar melhor.
Em vez de tentar economizar em absolutamente tudo, vale identificar quais experiências são prioridade e onde existem alternativas mais econômicas.
A alimentação é um dos gastos que mais permite adaptação durante uma viagem.
Você não precisa abrir mão de experimentar a gastronomia local. O segredo é evitar que todas as refeições sejam feitas nas opções mais caras da cidade.
Restaurantes próximos a atrações famosas, praças muito movimentadas e pontos turísticos costumam ter uma demanda maior.
Isso não significa que sejam necessariamente ruins ou que todos tenham preços abusivos. Mas, se a ideia é controlar o orçamento, vale caminhar algumas ruas além da região mais turística e pesquisar alternativas frequentadas também por moradores.
Antes de escolher, observe o cardápio, os preços e as avaliações. Assim, você evita entrar em um restaurante apenas porque ele está bem localizado.
Uma viagem não precisa ter restaurante em todas as refeições.
Uma estratégia simples é alternar:
Essa combinação pode fazer uma diferença significativa no orçamento ao longo de vários dias.
Por exemplo, se você pretende passar uma semana em uma cidade europeia, reduzir um pouco o valor médio gasto em uma ou duas refeições por dia pode liberar dinheiro para uma experiência que você realmente queira fazer.
Mercados podem ser grandes aliados de quem quer economizar durante uma viagem.
Além de comprar água, frutas, lanches e itens para um café da manhã simples, você pode encontrar produtos típicos que ajudam a conhecer um pouco da gastronomia local sem pagar o preço de um restaurante.
Outra vantagem é a praticidade.
Se você pretende passar o dia visitando atrações, comprar alguns alimentos antes de sair pode evitar aquela situação de escolher qualquer restaurante próximo ao ponto turístico porque está com fome.
Em alguns destinos, almoçar mais cedo ou mais tarde pode facilitar a busca por restaurantes menos concorridos.
Também vale pesquisar se o estabelecimento oferece menu executivo, menu do dia ou outras opções com preço fechado.
Antes de sentar, confira também se existem cobranças adicionais, como serviço, couvert ou itens que não estejam incluídos no preço anunciado.
Economizar em passeios não significa visitar menos lugares. Muitas cidades europeias oferecem experiências gratuitas ou de baixo custo que podem ocupar boa parte do roteiro.
Museus, parques, praças, igrejas, mercados, bairros históricos e mirantes podem fazer parte de um roteiro sem exigir grandes gastos.
Algumas atrações pagas também possuem dias ou horários gratuitos, descontos ou condições especiais. Como essas regras podem mudar, consulte sempre o site oficial da atração antes de planejar o dia.
Uma boa estratégia é combinar atrações pagas com atividades gratuitas.
Assim, você consegue conhecer pontos importantes da cidade sem concentrar todo o orçamento em ingressos.
Quando estamos planejando uma viagem, é fácil criar uma lista enorme de lugares para conhecer.
O problema é que cada ingresso parece representar apenas um pequeno gasto. Somados, porém, eles podem pesar bastante no orçamento.
Antes de comprar, pergunte:
Eu realmente quero conhecer esse lugar ou estou colocando no roteiro porque todo mundo visita?
Se uma atração é uma prioridade pessoal, vale reservar dinheiro para ela. Se não for, talvez uma alternativa gratuita ou mais barata seja suficiente.
Algumas cidades oferecem cartões ou passes que reúnem diferentes atrações e serviços.
Eles podem valer a pena para quem pretende visitar vários pontos pagos em pouco tempo, mas não são automaticamente vantajosos para todo viajante.
Faça a conta antes:
Preço do passe ÷ quantidade de atrações que você realmente pretende visitar.
Se o valor individual dos ingressos for menor que o preço do passe, provavelmente não há vantagem financeira.
Também é importante verificar se o passe inclui exatamente as atrações que você deseja conhecer e se há alguma limitação de horário ou reserva.
Para atrações muito concorridas, comprar o ingresso antecipadamente pode ajudar não apenas a garantir a entrada, mas também a organizar melhor o roteiro.
Isso é especialmente importante quando existe um número limitado de visitantes por horário.
Por outro lado, não é necessário reservar tudo com meses de antecedência. Para atrações menos disputadas, pode fazer mais sentido manter alguma flexibilidade.
O equilíbrio está em identificar quais experiências são prioridade e quais podem ser decididas durante a viagem.
Uma das formas mais práticas de controlar gastos durante uma viagem é estabelecer um limite diário.
Por exemplo:
| Categoria | Limite diário |
|---|---|
| Alimentação | € 50 |
| Passeios | € 25 |
| Transporte e pequenos gastos | € 15 |
| Total | € 90 |
Os valores acima são apenas um exemplo. O orçamento real depende do destino, do estilo de viagem e das atrações escolhidas.
O mais importante é criar uma referência.
Se em determinado dia você gastar € 70 com alimentação e passeios, pode compensar fazendo um dia mais econômico depois. Dessa forma, o controle acontece ao longo da viagem, e não apenas quando o dinheiro começa a acabar.
Quando a viagem é internacional, economizar não significa apenas encontrar um restaurante mais barato ou escolher uma atração gratuita.
A forma como você organiza o dinheiro da viagem também merece atenção.
Antes de embarcar, estime quanto pretende gastar com alimentação, passeios, transporte e compras. Depois, transforme esse planejamento em um orçamento na moeda do destino.
Isso ajuda a visualizar melhor o quanto você poderá gastar por dia.
Também é interessante evitar deixar toda a compra da moeda para o último momento. Para quem já sabe que vai viajar, acompanhar a cotação e planejar a compra do câmbio pode trazer mais previsibilidade ao orçamento.
Durante a viagem, ter uma parte do dinheiro destinada a gastos do dia a dia também facilita o acompanhamento.

Não existe uma única forma ideal para todos os viajantes.
O importante é ter uma estratégia que permita acompanhar os gastos e ter uma alternativa caso algum meio de pagamento não esteja disponível.
Uma combinação de meios de pagamento pode ser útil: cartão para compras e despesas maiores, por exemplo, e uma quantia em espécie para pequenos gastos ou situações em que o estabelecimento não aceite cartão.
Outra possibilidade para quem prefere ter mais controle sobre o orçamento é utilizar um cartão pré-pago internacional carregado previamente com uma quantia definida para a viagem.
Nesse caso, o viajante consegue separar uma parte do orçamento da viagem para as despesas no exterior e acompanhar o saldo disponível.
O mais importante é não confundir praticidade com falta de planejamento: independentemente do meio de pagamento escolhido, estabeleça quanto pode gastar.
Uma das melhores formas de reduzir os custos de uma viagem é separar economia de prioridade.
Imagine que você esteja viajando para Roma, Paris, Barcelona ou outra cidade europeia pela primeira vez.
Talvez faça sentido gastar mais em uma atração que você sempre quis conhecer e economizar em um almoço próximo ao ponto turístico.
Ou escolher um restaurante especial em uma noite e fazer uma refeição mais simples no dia seguinte.
A ideia não é transformar a viagem em uma planilha. É decidir conscientemente onde o seu dinheiro traz mais valor para a experiência.
1. Eu realmente quero fazer isso?
Se a resposta for não, talvez seja um gasto que possa ser eliminado.
2. Existe uma alternativa mais barata?
Pesquise antes de comprar. Pode existir uma opção semelhante, gratuita ou com preço menor.
3. Esse gasto estava previsto no meu orçamento?
Se não estava, veja se é possível compensá-lo em outra categoria.
Essas três perguntas são simples, mas ajudam a evitar muitos gastos por impulso.
Se você quer um resumo para colocar em prática durante a viagem, vale seguir este checklist:
Uma viagem econômica não precisa ser uma viagem limitada.
Na verdade, planejar melhor pode permitir que você gaste mais justamente naquilo que considera importante.
Em vez de tentar reduzir todos os gastos, pense em quais experiências você não quer perder e onde pode fazer escolhas mais simples.
Com alimentação, por exemplo, alternar restaurantes com mercados e opções locais pode liberar parte do orçamento. Nos passeios, combinar atrações pagas com experiências gratuitas ajuda a conhecer mais sem aumentar tanto os custos.
E, quando o planejamento começa ainda no Brasil, fica mais fácil organizar também o dinheiro da viagem e evitar decisões financeiras de última hora.
No fim, a melhor economia é aquela que permite voltar para casa com boas lembranças e sem a sensação de que o orçamento saiu completamente do controle.
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