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Planejar uma viagem para a Europa envolve muito mais do que escolher os destinos e comprar as passagens. Documentação, hospedagem, comprovação financeira e regras de entrada também fazem parte da preparação e o seguro-viagem costuma gerar uma dúvida importante: afinal, ele é obrigatório para entrar na Europa?
A resposta depende do destino, da nacionalidade do viajante e, principalmente, da necessidade ou não de visto.
Para brasileiros que viajam a turismo por até 90 dias para os países do Espaço Schengen, por exemplo, não existe atualmente uma exigência geral de apresentar seguro-viagem na fronteira como condição de entrada para quem é isento de visto. O seguro médico de viagem de, no mínimo, €30 mil é uma exigência relacionada ao pedido de visto Schengen.
Isso faz diferença na hora de pesquisar quais países da Europa exigem seguro-viagem. Em vez de olhar apenas para uma lista de países, é importante entender em qual situação o seguro é obrigatório e quais coberturas podem ser exigidas.
Não existe uma única regra que determine que todo turista precisa obrigatoriamente contratar seguro para viajar por qualquer país europeu.
O principal ponto de atenção é o Espaço Schengen, que reúne atualmente 29 países. Para quem precisa solicitar um visto Schengen, o seguro médico de viagem faz parte dos documentos exigidos no processo.
De acordo com o Código de Vistos da União Europeia, a apólice deve cobrir toda a área dos Estados-Membros, ser válida durante o período previsto da viagem e oferecer cobertura mínima de €30 mil para despesas relacionadas a atendimento médico urgente, hospitalização de emergência e repatriação por motivos médicos ou em caso de falecimento.
Já viajantes de países que não precisam de visto, como os brasileiros em viagens de turismo de curta duração, estão em uma situação diferente. A Comissão Europeia explica que o seguro é requisito para o pedido de visto, mas não constitui, para viajantes isentos de visto, uma condição geral de entrada que precise ser comprovada na fronteira.
Brasileiros podem fazer viagens de curta duração para os países do Espaço Schengen sem solicitar visto, respeitando a regra de até 90 dias em um período de 180 dias.
Isso inclui destinos muito procurados, como:
A lista completa do Espaço Schengen também inclui países como Bulgária, Croácia e Romênia, que passaram a integrar plenamente o espaço em 2025.
Para esse tipo de viagem, o seguro não deve ser tratado como um documento obrigatório de entrada para brasileiros isentos de visto. Ainda assim, contratar uma apólice adequada é uma decisão importante de planejamento, principalmente porque despesas médicas no exterior podem ser altas.
Atualmente, o Espaço Schengen é formado por:
| País | País | País |
|---|---|---|
| Alemanha | Áustria | Bélgica |
| Bulgária | Croácia | Dinamarca |
| Eslováquia | Eslovênia | Espanha |
| Estônia | Finlândia | França |
| Grécia | Hungria | Islândia |
| Itália | Letônia | Liechtenstein |
| Lituânia | Luxemburgo | Malta |
| Noruega | Países Baixos | Polônia |
| Portugal | República Tcheca | Romênia |
| Suécia | Suíça |
A regra do seguro médico de viagem de €30 mil está associada ao processo de visto Schengen, e não significa que todo brasileiro que viaja sem visto precise apresentar essa apólice na imigração.
Quando o seguro é exigido para um pedido de visto Schengen, não basta contratar qualquer seguro.
A regra estabelece uma cobertura mínima de €30.000 e determina que ela seja válida em todo o território dos Estados-Membros abrangidos pela viagem e durante todo o período previsto de permanência ou trânsito.
Entre as situações contempladas pela exigência estão despesas relacionadas a:
Por isso, antes de contratar uma apólice, é importante verificar não apenas o preço, mas também o valor das coberturas, a região de validade, as condições da apólice e as situações que estão ou não incluídas.

Esse é um dos pontos que mais causam confusão.
Um brasileiro pode viajar para países do Espaço Schengen sem visto em determinadas viagens de curta duração. Nesse caso, a exigência de seguro médico de viagem de €30 mil do Código de Vistos não se aplica simplesmente pelo fato de o destino estar no Espaço Schengen.
Isso não significa que contratar um seguro seja desnecessário.
Na prática, o viajante pode enfrentar despesas médicas, hospitalares, odontológicas, farmacêuticas ou de transporte médico durante a viagem. O seguro também pode oferecer outras assistências, dependendo do plano contratado.
A SUSEP explica que o seguro-viagem internacional pode incluir cobertura para despesas médicas, hospitalares e odontológicas, além de outras coberturas relacionadas à viagem, de acordo com as condições contratadas.
Sim. E essa é outra razão para não usar uma única regra para toda a Europa.
O Reino Unido, por exemplo, não faz parte do Espaço Schengen. Para turistas, o seguro-viagem não é uma exigência geral para entrar no país.
A mesma lógica vale para outros países europeus que não pertencem ao espaço, embora cada destino possa estabelecer suas próprias regras de entrada, visto e saúde.
A Sérvia, por exemplo, recomenda que visitantes tenham seguro de saúde durante a estadia, com cobertura de pelo menos €20 mil, mas essa recomendação não aparece como uma exigência geral de entrada para turistas brasileiros.
Já em países como a Albânia e a Macedônia do Norte, as regras podem variar conforme o tipo de visto e a situação do viajante. A Macedônia do Norte, por exemplo, exige documentação de seguro de viagem para determinados pedidos de visto de curta duração.
Por isso, antes de viajar, o ideal é verificar a regra específica para seu passaporte, finalidade e duração da viagem.
Essa diferença parece pequena, mas muda bastante a forma de interpretar as regras.
Seguro obrigatório: o viajante precisa apresentar ou possuir uma apólice que atenda aos requisitos estabelecidos pela autoridade responsável para conseguir determinado visto ou cumprir uma condição específica de viagem.
Seguro recomendado: o país não exige necessariamente a contratação para permitir a entrada, mas ter cobertura pode evitar que o viajante tenha de arcar sozinho com despesas inesperadas.
Na prática, mesmo quando a apólice não é um documento obrigatório na imigração, ela pode fazer parte de um planejamento responsável para uma viagem internacional.
Mais do que procurar apenas a palavra “Europa” no nome do produto, vale observar as coberturas.
É uma das principais coberturas para uma viagem internacional.
Uma consulta, atendimento de emergência ou internação fora do Brasil pode representar uma despesa significativa. Por isso, vale conferir o limite contratado e as condições de utilização.
Em situações específicas, pode ser necessário retornar ao país de origem por recomendação médica.
A cobertura de repatriação pode ser importante justamente porque esse tipo de transporte pode envolver custos elevados.
Também podem fazer diferença durante uma viagem, especialmente quando o viajante precisa de atendimento inesperado.
Alguns planos oferecem proteção relacionada a extravio ou outras situações envolvendo bagagem.
Essa cobertura não substitui os cuidados do viajante, mas pode ajudar em caso de imprevistos.
Dependendo da apólice, determinadas situações podem dar direito a indenização ou assistência relacionada ao cancelamento ou à interrupção da viagem.
É fundamental conferir quais situações são efetivamente cobertas e quais são as condições para utilização.
Uma boa escolha começa pelo roteiro.
Se a viagem inclui vários países, verifique se todos estão contemplados pela área de cobertura da apólice.
Também é importante considerar:
Não existe necessariamente um plano ideal para todos os viajantes. O melhor seguro é aquele que corresponde ao destino e às características da viagem.
Para quem quer contratar o seguro antes de viajar, a Travelex Confidence oferece planos específicos para a Europa.
Os planos disponíveis incluem opções Completo e Top Completo, com diferentes limites de cobertura. Na Europa, por exemplo, o plano Completo informa cobertura de R$ 138 mil para despesas médicas e hospitalares, enquanto o Top Completo apresenta R$ 380 mil, além de outras coberturas e serviços.
A própria Travelex Confidence informa que os planos para Europa respeitam as condições mínimas estabelecidas pelo Tratado de Schengen, incluindo cobertura mínima de €30 mil para despesas médicas e hospitalares.
A contratação pode ser feita online, com a apólice enviada por e-mail.
A resposta mais correta é: depende do seu caso.
Se você precisa solicitar um visto Schengen, o seguro médico de viagem é um dos requisitos e deve atender às condições estabelecidas, incluindo cobertura mínima de €30 mil.
Se você é brasileiro e vai fazer uma viagem de turismo de curta duração para o Espaço Schengen sem necessidade de visto, o seguro não é, atualmente, uma exigência geral de entrada na fronteira.
Já para países europeus que não fazem parte do Espaço Schengen, as regras devem ser verificadas individualmente.
Por isso, antes de embarcar, não basta pesquisar “seguro viagem Europa obrigatório”. O mais seguro é confirmar as exigências do país, sua nacionalidade, o tipo de viagem e a duração da permanência.
E, mesmo quando não é obrigatório, ter cobertura para imprevistos médicos e outros problemas durante a viagem pode evitar que uma situação inesperada se transforme em uma despesa muito maior do que o planejado.
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