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Planejar um intercâmbio envolve muito mais do que escolher a escola, comprar a passagem e organizar a acomodação. Antes de embarcar, também é importante verificar quais vacinas são exigidas para estudar no exterior e quais documentos de vacinação podem ser solicitados pelo país de destino ou pela instituição de ensino.
As exigências variam conforme o destino, o tipo e a duração do programa, a idade do estudante, o curso escolhido e até mesmo o histórico de viagens. Além disso, algumas vacinas podem não ser obrigatórias para entrar no país, mas podem ser solicitadas pela universidade, escola, residência estudantil ou para determinadas áreas de estudo.
Por isso, a recomendação é começar essa verificação com antecedência.
Importante: as exigências sanitárias podem mudar. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de médico, clínica de vacinação ou autoridade sanitária. Antes da viagem, consulte as regras oficiais do país, da instituição de ensino e do seu itinerário.
Não existe uma lista única de vacinas obrigatórias para todos os países.
Para brasileiros, uma das exigências internacionais mais relevantes é a comprovação da vacinação contra febre amarela, por meio do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), quando o país de destino exigir o documento.
A Anvisa explica que o CIVP é necessário apenas para países que fazem essa exigência e orienta o viajante a verificar também os países de escala ou conexão.
Além da febre amarela, instituições de ensino podem solicitar comprovantes de outras vacinas, principalmente em cursos universitários, programas de longa duração e atividades relacionadas à saúde.
Essa diferença é importante para quem vai fazer intercâmbio.
São aquelas cuja comprovação pode ser uma condição para entrada ou para determinadas situações migratórias.
Um dos principais exemplos para viajantes brasileiros é a febre amarela.
A lista de países que exigem o CIVP é atualizada e pode sofrer alterações. A própria Anvisa recomenda consultar as exigências do destino e das conexões antes da viagem.
Universidades, escolas e residências estudantis podem ter regras próprias.
Nesse caso, a exigência não necessariamente está relacionada ao visto ou à entrada no país.
Um estudante pode, por exemplo, não precisar apresentar determinada vacina na imigração, mas ter que comprovar imunização para realizar a matrícula ou morar em uma residência universitária.
Também existem vacinas recomendadas de acordo com o destino, idade, duração da estadia, atividade desenvolvida e condições individuais.
Por isso, é importante separar o que é exigência legal do que é recomendação de saúde.
A resposta depende do tipo de viagem e do programa de estudos. Veja alguns dos principais destinos procurados por brasileiros.
Os Estados Unidos não exigem, de forma geral, um comprovante de vacinação contra febre amarela para a entrada de brasileiros que chegam diretamente do Brasil.
Porém, isso não significa que um estudante possa viajar sem verificar sua carteira de vacinação.
Universidades e instituições de ensino nos Estados Unidos podem estabelecer requisitos próprios para matrícula e moradia estudantil. Entre as vacinas que podem aparecer em formulários de saúde estão sarampo, caxumba e rubéola (MMR), varicela, hepatite B e meningocócica, dependendo da instituição e do perfil do estudante.
É importante não confundir as regras de vacinação para vistos de imigrantes com as regras aplicáveis a estudantes temporários. As exigências de vacinação para imigrantes nos EUA fazem parte do processo de exame médico para emissão do visto de imigrante.
Dica: antes de viajar, consulte diretamente a escola ou universidade americana para saber quais comprovantes serão necessários para matrícula e acomodação.
No Canadá, as exigências podem variar de acordo com a província, instituição e tipo de curso.
Para estudantes do ensino pós-secundário, a própria orientação de saúde canadense destaca a importância da imunização contra sarampo. O Canadian Immunization Guide recomenda que estudantes de instituições pós-secundárias nascidos a partir de 1970 tenham duas doses de MMR quando não possuem evidência de imunidade.
Já para o processo migratório, a vacinação não funciona como uma exigência universal para todos os estudantes. O Canadá informa que determinados estudantes podem precisar passar por exame médico, dependendo do tempo de permanência, país onde viveram ou viajaram anteriormente e área de estudo ou trabalho.
Para estudar no Reino Unido, não há uma exigência geral de vacinação contra febre amarela para entrada de brasileiros.
Porém, estudantes podem receber recomendações específicas de vacinação durante o período acadêmico.
Em 2026, por exemplo, o Reino Unido implementou um programa temporário de vacinação contra meningococo B (MenB) para determinados jovens que estão ingressando pela primeira vez em universidades ou instituições de ensino residencial. O programa também contempla estudantes internacionais elegíveis. A vacinação não é obrigatória para entrar no Reino Unido.
Isso mostra por que é importante diferenciar vacina exigida para entrada de vacina recomendada ou oferecida ao estudante no país.
A Austrália possui requisitos sanitários específicos para determinados viajantes e situações.
Para estudantes, as exigências podem depender do processo de visto e das condições individuais. O governo australiano informa que candidatos a vistos podem precisar cumprir requisitos de saúde e, em algumas situações, apresentar comprovação de vacinação.
A vacinação de rotina é recomendada, mas não existe uma regra única dizendo que todo estudante internacional precisa apresentar uma determinada lista de vacinas.
Um ponto importante é a febre amarela: pessoas que chegam à Austrália após permanecer em um país de risco de transmissão podem precisar apresentar um Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.
As exigências sanitárias para entrada e permanência devem ser verificadas conforme o tipo de visto, duração da estadia e circunstâncias do viajante.
Para estudantes, também é importante consultar diretamente a instituição de ensino sobre possíveis comprovantes de vacinação, especialmente em cursos com atividades práticas ou contato com grupos vulneráveis.
A febre amarela merece atenção especial porque o Brasil está entre os países considerados de risco para transmissão da doença.
O CIVP é o documento utilizado para comprovar a vacinação contra febre amarela quando exigida pelo país de destino.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência da viagem para que a proteção seja considerada válida para o deslocamento. Uma dose confere proteção por toda a vida.
O CIVP de febre amarela também possui validade por toda a vida. Quem já possui um certificado válido não precisa solicitar um novo apenas porque o documento antigo apresentava uma data de validade de 10 anos.
Esse é um detalhe que muitas pessoas esquecem.
A exigência pode depender não apenas do destino final, mas também do itinerário.
A Anvisa orienta que o viajante confira as regras de todos os países pelos quais passará durante a viagem, inclusive em caso de escala ou conexão.
Por isso, antes de comprar a passagem, vale verificar o itinerário completo.
Dependendo do destino e da instituição, podem ser solicitados comprovantes relacionados a vacinas como:
Isso não significa que todas essas vacinas sejam obrigatórias para todo intercambista.
Os requisitos podem mudar conforme idade, curso, instituição, país, residência estudantil e atividades realizadas pelo aluno.
No Canadá, por exemplo, estudantes de instituições pós-secundárias estão entre os grupos para os quais a imunização contra sarampo recebe atenção específica nas recomendações nacionais.
Na Austrália, as autoridades também recomendam manter as vacinas de rotina atualizadas, incluindo MMR, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, varicela e influenza.
Estudantes de medicina, enfermagem, odontologia e outras áreas da saúde podem estar sujeitos a requisitos adicionais.
Isso acontece porque esses cursos podem envolver contato direto com pacientes, ambientes hospitalares ou pessoas vulneráveis.
No Canadá, por exemplo, estudantes de medicina podem precisar realizar exame médico em determinadas circunstâncias.
Na Austrália, candidatos que pretendem trabalhar ou estudar para atuar como médicos, dentistas, enfermeiros ou paramédicos podem estar sujeitos a exames médicos e testes adicionais.
Por isso, quem fará um curso na área da saúde deve consultar a instituição de ensino antes de viajar.
Antes de embarcar, siga este passo a passo:
Verifique a página oficial da escola ou universidade e procure por termos como:
Consulte o site oficial do governo ou da imigração do destino.
O processo de visto pode apresentar requisitos diferentes das regras de entrada como turista.
Se houver conexão internacional, verifique também as exigências sanitárias do país da escala.
Leve seu histórico de vacinação a um profissional de saúde para verificar se está atualizado.
Guarde:
Quanto antes, melhor.
Algumas vacinas podem exigir mais de uma dose e determinados documentos possuem prazos específicos.
No caso da febre amarela, por exemplo, o Ministério da Saúde orienta que a vacinação seja feita pelo menos 10 dias antes da viagem.
Por isso, não deixe essa etapa para a semana do embarque.
Uma boa estratégia é começar a organizar a documentação de saúde alguns meses antes do intercâmbio.
É recomendável manter os documentos de vacinação organizados e acessíveis.
Dependendo do destino, podem ser úteis:
Para o CIVP de febre amarela, a Anvisa informa que o certificado é gratuito e pode ser obtido digitalmente.
A preparação para estudar no exterior envolve saúde, documentação e também planejamento financeiro.
A Travelex Confidence oferece soluções que podem acompanhar diferentes etapas da viagem, como moeda em espécie, Cartão Pré-Pago Internacional, Transferências Internacionais, Seguro Viagem, Chip Internacional e MoneyGram.
O seguro viagem é uma importante ferramenta de proteção durante a experiência internacional. A Travelex Confidence oferece planos para diferentes destinos e perfis de viajantes.
O cartão pré-pago pode ajudar o estudante a organizar os gastos durante o período no exterior. A Confidence informa que o cartão pode ser carregado com diferentes moedas estrangeiras e acompanhado pelo aplicativo.
Ter uma reserva em moeda estrangeira pode ser útil para despesas iniciais, pequenos pagamentos e situações em que o cartão não seja uma opção.
Para famílias que precisam enviar recursos ao estudante durante o intercâmbio, as transferências internacionais podem facilitar o acesso ao dinheiro no exterior.
Manter-se conectado durante o intercâmbio facilita a comunicação com a família e o acesso a informações e serviços no destino.
Antes de viajar, confirme:
Saber quais vacinas são exigidas para estudar no exterior é uma das etapas importantes para evitar imprevistos antes do embarque.
A principal dica é não considerar apenas o país de destino. As exigências podem variar conforme a instituição de ensino, o curso, o visto, a duração da estadia e o itinerário da viagem.
Comece verificando as regras oficiais, atualize sua carteira de vacinação com orientação profissional e organize os documentos com antecedência.
Depois, cuide também dos demais detalhes da viagem, como câmbio, seguro, conectividade e planejamento financeiro.
Com organização, você chega ao destino preparado para aproveitar melhor sua experiência de estudos no exterior.
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