A história e algumas curiosidades por trás do Dia da Imigração Japonesa, em 18 de junho

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2 min de leitura

Por: Confidence Câmbio • 14 Jun 22

Imagem: Museu Internacional da Imigração Japonesa

Uma influência que está presente hoje na agricultura,  ciências, cultura, religião e na culinária. Tamanho envolvimento justifica uma data especial para celebrar as influências da cultura nipônica no Brasil

Foi no dia 18 de junho de 1908 que o navio Kasato Maru atracou no Porto de Santos, trazendo 165 famílias diretamente do Japão, em uma viagem que durou quase dois meses. Esse grupo era composto essencialmente por pessoas que trabalhariam no desenvolvimento da cultura do café, a mais importante da época, na região oeste do estado de São Paulo. O que pouca gente imaginava nessa ocasião era a proporção que o movimento tomaria: centenas de milhares de japoneses desembarcaram no Brasil nos anos seguintes, com destino às plantações e, mais tarde, à indústria e ao comércio. Hoje, o país abriga uma das maiores comunidades nikkei (descendentes nascidos fora do Japão ou japoneses que vivem regularmente no exterior) do mundo.  Pela importância da participação do povo japonês no crescimento do Brasil e pela sua fundamental presença, o Dia da Imigração Japonesa entrou de vez no calendário nacional de datas comemorativas. Detalhes dessa história bastante curiosa você confere a seguir.

Sobre a imigração japonesa

O cenário no Japão não era dos mais favoráveis: a Era Meiji (1868-1912) foi um período de profundas mudanças nas relações sociais, um processo de transformação do Japão feudal em um Estado nacional moderno. De um lado, gerou desenvolvimento industrial e reformas no sistema educacional. De outro, também provocou crescimento demográfico desordenado, êxodo rural e tensões sociais. Para conter a crise, o governo japonês decidiu adotar uma política emigratória que exportava nacionais em massa para diversos países das Américas e para outros continentes. A ideia era incentivar a população a acumular riquezas em terras estrangeiras. Aqui, no Brasil via-se com bons olhos a vinda de trabalhadores, pois o país sofria com a escassez de mão de obra nas lavouras. O interesse mútuo gerou um acordo entre as duas nações, Brasil e Japão.

O Kasato Maru colocou em prática a deliberação e foi o primeiro navio de imigrantes japoneses a ancorar por aqui, completando uma extensa jornada em 18  de junho de 1908. Do Porto de Santos, os recém-chegados foram levados de trem até São Paulo e acolhidos na Hospedaria de Imigrantes do Brás (que atualmente é a sede do Museu da Imigração). Então, foram distribuídos para seis fazendas localizadas ao longo das estradas de ferro do estado.

Uma década depois, o número de imigrantes japoneses saltou para 15 mil e não parou de crescer. Estima-se que, entre 1918 e 1940, pelo menos 160 mil desembarcaram do lado de cá do trópico – em sua maior parte, procurando instalação no em São Paulo, nas colônias e bairros já estabelecidos.

A adaptação não foi fácil. Imagine as dificuldades para superar a diferença de idiomas, de crenças e até do clima… sem contar o preconceito, turbinado no contexto da Segunda Guerra Mundial: o Japão fazia parte dos países do Eixo, enquanto o Brasil apoiou os aliados. O presidente Getúlio Vargas chegou a impedir a entrada de imigrantes e toda forma de manifestação cultural japonesa. As determinações só foram suspensas com o fim do conflito e o fluxo de novos entrantes voltou a crescer.

Hoje, a cultura japonesa já integra o nosso país e está no cotidiano de grande parte da população.

Fontes: Centro de Estudos Nipo-Brasileiros, Biblioteca Nacional, Brasil Escola, Site do Estado de São Paulo.

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