O que é o swap cambial e como ele funciona?

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swap cambial

4 min de leitura

Por: Confidence Câmbio • 28 Oct

4 min de leituraÉ comum ouvirmos no noticiário econômico que o Banco Central promoveu um leilão de swap cambial, mas você sabe o que é isso e para que serve? Trata-se de um instrumento que permite o BC ter controle sobre a variação cambial do dólar e que, por outro lado, é usado por empresas e instituições financeiras para se protegerem dessa alteração.
O swap cambial é especialmente importante para companhias com receita ou dívidas em dólar, como uma forma de ter mais previsibilidade sobre o que vão receber ou pagar no futuro.
Neste artigo, vamos ver como funcionam o swap cambial e o swap cambial reverso e como eles influenciam o dólar futuro. Acompanhe!

O que é swap cambial?

Tanto o swap cambial quanto o swap cambial reverso são ferramentas usadas pelo BC para controlar a volatilidade do real em relação ao dólar, já que essa é a moeda mais forte do mercado. É um instrumento muito usado em regimes de câmbio flutuante, como é o caso do Brasil. Isso porque, a cotação da moeda pode ter grandes oscilações, exigindo a intervenção da autoridade monetária para proteger o mercado.
Para entendermos como funciona o swap cambial, primeiro é preciso saber significado do termo. Fazendo uma tradução literal, swap significa troca. No mundo financeiro, é usado para designar uma troca de posição quando há riscos para o investidor, ou seja, troca-se uma rentabilidade futura por outra, acertando a diferença a pagar ou receber no vencimento do contrato.
Vamos usar um exemplo para facilitar a compreensão. Imagine que uma empresa exportadora tenha todas as suas receitas em dólar, enquanto seus custos são pagos em reais. Pelas suas projeções, ela sabe que, em 30 dias, receberá US$1 milhão pelas vendas realizadas e, ao mesmo tempo, terá despesas de R$4 milhões.
Agora, suponha que a cotação atual do dólar seja de R$4,20. Se as contas acima ocorressem hoje, a empresa teria um lucro de R$200 mil. Porém, este cálculo só vai ocorrer dali a 30 dias, quando a cotação do dólar será outra, embora não saibamos qual.
Em um cenário otimista para a empresa, o dólar subirá mais e seu lucro será maior. No entanto, se ele desvalorizar, o ganho será menor. Se ficar abaixo de R$4, terá prejuízo. Para se proteger dessa vulnerabilidade, a empresa pode recorrer ao swap cambial, que nada mais é do que uma troca do risco das moedas.

Como funciona o swap cambial?

Agora que já vimos o conceito, vamos entender, na prática, como ele funciona. Os swaps cambiais são contratos cujos principais operadores são o Banco Central, as instituições financeiras e as empresas com dívidas em dólares.
Ele funciona como uma troca de indexadores, em que a empresa ou instituição financeira busca se proteger da desvalorização do real em relação ao dólar, enquanto o Banco Central tenta manter a estabilidade da taxa de câmbio.
Para isso, o BC (indexador 1) pagará a variação cambial do período de vigência daquele contrato e a empresa (indexador 2) arcará com uma taxa de juros determinada, que normalmente é o DI ou a taxa Selic diária.
Vamos ver um exemplo simplificado. Suponha que, em um swap de um ano, a taxa Selic tenha um rendimento de 6%, ou seja, este será o rendimento que a empresa que aplicar nessa taxa terá.
Ao mesmo tempo, imagine que a cotação do dólar suba 10%. Aumento maior que a Selic. Assim, quem estiver ativo em dólar, receberá essa diferença da outra parte do contrato.
O BC autoriza alguns bancos a operarem no mercado cambial, que recebem a nomenclatura de Dealers. Quem compra o swap fica ativo em Selic e passivo em câmbio, enquanto quem vende o swap está passivo em Selic e ativo em câmbio.
Assim, por exemplo, uma empresa com dívida em dólar, que sofreria perdas se a cotação da moeda norte-americana subisse, compra swaps para se proteger dessa variação.

Qual a diferença entre swap cambial e swap cambial reverso?

No leilão de swap tradicional, o BC compra o swap, ou seja, fica ativo em Selic e passivo em variação cambial. No swap cambial reverso, o BC vende o swap, isto é, fica passivo em Selic e ativo em variação cambial.
Assim, quando compra o swap, o BC vai ganhar a Selic do período e pagar a variação cambial, o que quer dizer que ele está apostando na queda do dólar, enquanto quem assumiu a outra ponta aposta na alta da moeda americana.
Já no swap reverso, o BC aposta que o câmbio vai subir mais do que a Selic durante o período de vigência do contrato, enquanto a outra parte faz a aposta contrária.

Quais são os impactos do swap cambial no dólar futuro?

O swap cambial tem diversos impactos sobre o dólar futuro, já que esse é um instrumento usado nesses contratos. Assim, quanto maior o valor dos swaps, mais lotes serão comprados ou vendidos no mercado futuro para que os Dealers possam travar suas posições.
O BC e o mercado precisam aceitar as condições do contrato e isso nem sempre acontece, o que também impacta os preços do dólar futuro. O BC também pode fazer um leilão programado ou não programado. Neste último caso, a influência sobre os preços é muito maior, já que o mercado não estava preparado para isso.
Os swaps também impactam alguns horários de negociação, como o momento em que é publicada a informação de que haverá o swap, quando o BC faz e recebe propostas e quando publica os resultados.
Agora você já sabe como funcionam o swap cambial e o swap cambial reverso. Gostou do artigo? Então, aproveite para assinar a nossa newsletter e receber mais conteúdos como este, diretamente em seu e-mail!

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